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  • Foto do escritorEquipe Blá

Moda orgânica e sustentável, uma nova tendência.

Não é novidade que os consumidores estão ficando cada vez mais conscientes em seu consumo devido à preocupação com o meio ambiente.


Essa forma de consumo tem levantado questões em diversos âmbitos mercadológicos. Um deles é o mercado da moda, que produz uma variedade muito grande com uma produção totalmente prejudicial ao planeta. Então, é por causa disso que a moda sustentável tem tomado as passarelas nesse ramo.


A moda ecológica abrange, desde o descarte do couro de pirarucu à fibra de leite de queijo coalho e até borras de café, na qual ganham novas formas em tecidos, roupas e até bolsas. Além disso, frutos, raízes e garrafas Pet também se transformam em tintas.

O que é moda sustentável?


Moda sustentável é a produção orgânica de produtos têxteis que estejam livres de elementos agressivos ao meio ambiente ou pelo menos minimizem o impacto ambiental.


A moda sustentável se preocupa em usar métodos de produção que preservam o meio ambiente em todas as suas etapas, como por exemplo, reduzir a quantidade de poluentes usados na fabricação dos produtos e minimizar a retirada de matérias-primas da natureza.


Por que a moda sustentável é tendência no Brasil?


O Brasil tem grande potencial para se destacar no mundo da moda sustentável por ser um dos únicos países que possuem toda a cadeia de moda nacional: desde a plantação e extração da matéria-prima, chegada nos pontos de venda, e a venda para o público.


Essa é uma mega vantagem competitiva principalmente para o mercado interno e o externo em questão de exportações para marcas de grife que estão aderindo a proposta em suas lojas. Sendo assim, o Marketing tem um papel fundamental nessa categoria que é levantar o assunto na mídia para que seja mais debatido entre as marcas e pessoas, até que chegue de fato ao consumidor como um diferencial.


O que entra em questão na moda sustentável é também a produção local. Pois não faz sentido exportar um tecido natural de outro país, porque deixa-se de valorizar o local e ajudar a crescer a economia na sua região de produção.


A matéria prima é o maior diferencial ecológico


A escolha dos materiais e das matérias primas que serão usadas na confecção das roupas é um ponto essencial na moda ecológica, onde usualmente, são optados por tecidos e fibras biodegradáveis e com produção mais sustentável, ou seja, sem utilização de produtos químicos e pesticidas.


Isto porque, sob ponto de vista ecológico, os materiais como o poliéster e nylon utilizam grande quantidade de químicos para sua fabricação, podendo gerar impactos ao meio ambiente, como o aumento de poluentes no ar, no solo e na água e até contaminação das pessoas que manuseiam o material.


O algodão, por conta de sua grande demanda, recebe uma grande quantidade de agrotóxicos para gerar uma superprodução agrícola e, assim, é totalmente agressivo ao ser humano e ao planeta. Por isso é um caso bastante descontrolado, pois não tem uma legislação que proíba o uso de agrotóxicos por não ser um alimento tipo de alimento.


Já do lado da lã e da seda, são tecidos naturais que não necessitam de grande quantidade de produtos químicos para a sua confecção.


Quando as roupas são produzidas por algodão orgânico por exemplo, significa que o processo de produção deste algodão foi feito de forma menos impactante ao ambiente. Com a utilização de métodos naturais no controle de pragas das plantações, sem usar agrotóxicos, reduz o risco de exposição dos trabalhadores no campo, do solo e dos rios.


Produto mais caro mas durável


No geral, as roupas orgânicas são mais caras por conta de processos mais custosos ou artesanais por trás de sua fabricação. Ou seja, tem um destino de venda para o público A/B. Mas o que muitos esquecem é que estes produtos duram mais que os convencionais.


Essa maior durabilidade provém desde os materiais até a própria manufatura. São produções com fibras mais resistentes e tecidos mais duráveis. São feitos processos que não utilizam químicas pesadas que desgastam os componentes com o tempo. E são roupas ou utensílios que tem os acabamentos feitos muitas vezes de forma manual.


Sendo assim, o conceito de moda sustentável é baseado também na criação e no uso de um menor guarda roupa, na reutilização de peças, ou seja, contribui para um menor desperdício e descarte de tecidos.


A Moda Sustentável pelas Grandes Marcas


A prática da sustentabilidade no mundo da moda é algo um pouco contraditório, tendo em vista que é um setor, assim como outros, com grandes estímulos de marketing voltados ao consumo regular e frequente das roupas.


Entretanto, a legislação ambiental, que define os processos de como as empresas devem atender às práticas de preservação dos recursos naturais, vem levando as grandes marcas começarem a construir coleções mais sustentáveis e a criar espaços em suas lojas.


Como exemplo têm-se a marca Osklen, que desde a década de 90 vem apostando na produção sustentável, e em suas composições utiliza seda orgânica tingida com corantes naturais, algodão orgânico e PET reciclado.


A moda de grife também vem sendo impactada com estilistas como Ralph Lauren, Stella McCartney e Eileen Fisher que já estão usando em suas peças tecidos orgânicos ou feitos da reciclagem de materiais.


A Renner, grande varejista da moda, possui uma linha permanente de moda feminina e masculina, na qual todos os itens foram fabricados por meio de processos que diminuem o impacto ao meio ambiente e com matérias-primas alternativas, como poliamida biodegradável e fios reciclados a partir de resíduos da empresa.


A moda sustentável veio para ficar não como uma tendência modelística, mas como um novo método de consumo do público e produção das empresas têxteis.


Com o consumidor cada vez mais consciente, vem gerando uma onda de adaptação nos processos mercadológicos, sendo assim, a moda sustentável possibilita uma nova forma de marketing atrativo para as marcas e o público, como também, um futuro promissor na economia brasileira.


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