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  • Foto do escritorEquipe Blá

Mudança no comportamento do consumidor brasileiro

Não era nem um segredo de que o consumo online tomaria espaço no mercado a longo prazo, contudo, essa modalidade tomou conta de maneira muito rápida por causa da pandemia de covid 19. A estimativa era de que esse avanço que tivemos aconteceria em mais ou menos de 15 a 20 anos e se desenrolou em apenas 1 ano.


As lojas, comércios e o varejo tiveram que se adaptar às pressas para a modalidade online de consumo, pois com as pessoas passando cada vez mais tempo confinadas em casa, os produtos deveriam ser entregues a domicílio.


O que os dados dizem sobre o consumo online?


Esse comportamento do consumidor já estava se tornando tendência desde o ano de 2017 com o e-commerce ganhando notoriedade e conquistando espaço nas pequenas, médias e grandes empresas. Segundo a Mind Miners, no segundo semestre de 2018 o volume de vendas online teve um aumento percentual de 60% em relação ao primeiro. Desde então, esse percentual vem crescendo e em 2020 teve um salto.


Outra métrica muito importante avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de abril a junho de 2020, 18,2% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma alta de 5,9% em relação ao trimestre anterior de 12,3% de compras online. Já na comparação com o mesmo período em 2019 houve crescimento de 8,1%.


Como já esperado, segundo a pesquisa de comércio do IBGE, a composição de compras online tiveram segmentos referentes ao home office na liderança, ou seja, equipamentos de informática e materiais para escritório, responderam por 39,3% das vendas; móveis e eletrodomésticos ficaram na segunda colocação, com 23,6%. Tecidos, vestuário e calçados aparecem em terceiro, com 13,4%. Na sequência, outros artigos de usos pessoal e doméstico (10,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,5%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2%).


Por fim, para 2021 a expectativa é que as compras online continuem mostrando um desempenho forte, com um crescimento superior a 32% segundo a XP Investimentos


Preferência das vendas online pelos preços


Esse panorama de crescimento das vendas online vem acompanhado pela mudança comportamental do público acerca de seu consumo. Agora, as pessoas compram com uma cautela mais exagerada por conta da recessão econômica, ou seja, elas tendem a procurar cada vez mais por ofertas e promoções que só na internet é possível fazer comparações.


Isso não quer dizer que compram menos na internet, muito pelo contrário, como ferramenta de comparação de preços, as público acaba encontrando preços mais em conta do que nas lojas físicas e também em relação a outros sites.

Novos momentos para comprar


Estudos mostram que com a viabilização do home office, as pessoas adotaram novos horários para compras. Antes, todos aproveitavam o horário de almoço para desfrutar de descanso, lazer e fazer compras. Agora, na semana, as pessoas costumam fazer compras online entre as 13h e 14h e entre 17 e 19h. Agora, após o expediente de trabalho, o público pode continuar com suas buscas por produtos, o que antes era um pouco impossibilitado pelo cansaço e a pressa de chegar em casa.


Esse fator competitivo com as lojas físicas é essencial para que as vendas online ocupem o mercado, pois o tempo gasto com transporte do trabalho para casa, é usado como tempo usado para compras. Sendo assim, as lojas físicas, supermercados e etc., precisaram se adaptar a essa nova realidade para não continuar a perder público em meio a esse novo processo social.


Em geral, o consumidor brasileiro tem se atentado aos benefícios do consumo remoto. Apesar das restrições, é uma tendência que vai ficar para sempre, pois possibilitou um comodismo em não sair de casa para comprar alguma coisa e pelo benefício de receber um produto em casa.


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